Comentário: De forma alguma este texto pretende ser uma homenagem ao grande Gabriel Garcia Marquéz. Tenho a pretensão de fazê-la - e receio que acabará por ser dividida em partes - um dia desses, mas não agora. O que impulsionou a comentar sobre o expoente escritor colombiano foi uma notícia recente sobre seu atual estado de saúde.
Ao Garcia Marquéz - ou Gabo, Gabito - a idade avançada lhe reservou a demência. A perda gradativa da memória está levando o gênio aos poucos. Alguém que escreveu tão bem da velhice cega e preocupada de Úrsula Iguaran à velhice apaixonada de Florentino Ariza, agora está definitivamente preso na contagem dos últimos - dias? anos?
Mas, preso não. Gabo está indo como o patriarca de sua criação, José Arcadio Buendia, esquecendo e confundindo aos poucos os nomes dos entes queridos, dos dias e das datas comemorativas, deixando na memória apenas o realismo fantástico. Como dizia a epígrafe da casa dos Buendia : "o primeiro da estirpe está amarrado à uma árvore".
E ele há de um dia ir de vez ao mundo fantástico que criou, deixando atrás um forte cheiro das amendoeiras de Macondo.
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